Estava lá tão Sol e sem luar.
De repente você passa por mim, outra estrela decadente.
Por favor, não reflita a gravidade dos meus atos.
Permita que eu, cometa, outro eclipse para te consolar.
Mesmo quando minguantes nos aninhamos fazendo-nos crescentes
Mesmo cheios de incertezas nos notamos novos um ao olhar do outro
Hoje podemos sentar em nossas orbitas celestes atentos a nós mesmos
Ouviu isso? É a cadência de um velho conto de fadas
Uma vez me disseram que as fadas não dormem
Disseram que elas passam a vida escrevendo histórias
Os contos mais lindos que se possa imaginar
E que só descansam quando o seus contos se realizam
E só então podem se apagar num adeus
Num final feliz
Naquele "viveram felizes para sempre"
Bobagem, né? Não me julgue. Foi o que me contaram.
Só não quero me apagar
Eu sou Sol, você luar.
Posso ser luar se você se sentir Sol.
Somos dois "Sóis" e não nos apagamos pois nos apegamos.