Tirei os óculos para enxergar todos os detalhes daquela perfeição. Fitei-a pelo que me pareceram alguns segundos, numa tentativa talvez frustrada de enxergar sua alma tão pura. Alguns que analisavam a cena à distancia disseram terem se passado horas, mas para mim continuam sendo alguns segundos que poderiam durar uma eternidade.
Uma eternidade de segundos seguindo seus olhos com medo de me perder.
Ao recolocar os óculos, lá estava ela. Eu nunca tinha a visto tão envergonhada.
Afinal, o que se passara naquela eternidade de segundos?
Afinal, o que se passara naquela eternidade de segundos?
Será que nossos olhos de fato se encontraram?
Será que nossas almas de fato se beijaram?
Será?
Há de ser.